O mito dos pais perfeitos

26 de julho de 2011
Há alguns anos, minha família e eu estávamos em uma viagem à Guatemala. Fomos lá visitar um homem que havia dedicado sua vida para servir em uma pobre congregação. Sentados à mesa, ao lado daquele obreiro dedicado ao árduo trabalho pastoral em uma nação com tantas dificuldades, conversamos sobre como fazia para educar seus quatro filhos. Ainda lidando com os desafios de criar nossos seis filhos, confessamos-lhe nossas limitações e falhas nessa árdua tarefa. “Seus meninos já estão grandes. O que o senhor aprendeu dos tempos em que eles ainda estavam na infância?”. Tínhamos a expectativa de que poderia nos dar preciosos conselhos. Mas ele não tinha nada a nos dizer. “Não sou a melhor pessoa para dar esses conselhos”, retrucou. “Não me enquadro no tipo perfeito de modelos parentais”. Um de seus filhos tinha problemas com vícios e outro viu seu casamento ruir.

Em silêncio após um momento, balançando lentamente a cabeça, ele continuou: “Eu também nunca supri as expectativas de minha mãe. Recentemente, lendo seu diário, descobri que os planos que tinha para mim não foram cumpridos, pois fiz escolhas diferentes das que ela esperava que eu fizesse”. Com voz entristecida, emendou: “Acho que ela me considera um fracassado”. Enquanto considerava que sua mãe também era um fracasso, questionei algumas coisas importantes. Dificilmente estou sozinha em minhas preocupações. Mais do que qualquer outra geração, os pais de hoje em dia estão preocupados com a possibilidade de estragarem a vida de seus filhos. Estudos feitos em 2006 mostram que pais e mães têm índice de depressão maior do que aqueles que não têm filhos. O livro de Judith Warner, Perfect Madness: Motherhood in an age of anxiety, capta a obsessão nacional quanto ao sucesso dos pais na educação dos seus filhos. O artigo de Joan Acocella na New Yorker, em novembro de 2008, The Child Trap, mostra, numa crônica quase desrespeitosa, a busca pelo sucesso de alguns que o autor qualifica como “pais até demais”.

A preocupação é tão grande que tem levado a uma enxurrada de lançamentos editoriais sobre o tema. Confessions of a Slacker Mom;The Three Martini Playdate: A Practical Guide to Happy Parenting; eBad Mother: A Chronicle of Mothernal Crimes, Minor Calamities, and Occasional Moments of Grace. Nestes e em outros tantos livros populares, mulheres apresentam as mais diversas razões pela negligência na árdua tarefa de ser mãe. O que se percebe é que boa parte dos pais cristãos está na linha de frente da luta pelo sucesso na educação dos filhos. Tendo minha primeira experiência de maternidade enquanto ainda estava no meu primeiro ano de faculdade, logo percebi que a maior preocupação de um pai crente é a de que seus filhos abandonem a fé e deixem de servir a Deus. Parece que muitos de nós não são bem sucedidos nesse quesito. A saída de pessoas das igrejas nos Estados Unidos é muito grande, depois que se tornam jovens adultos. Uma pesquisa do Grupo Barna mostrou que 61% das pessoas nesta faixa encontram-se desviados do Evangelho. Mais recentemente, uma pesquisa intitulada LifeWay aprofundou a informação. Segundo o estudo, sete em cada 10 jovens entre 18 e 30 anos, que frequentavam igrejas protestantes na infância e adolescência, deixaram de frequentá-las até a idade de 23 anos. Sem entrar no mérito de qual pesquisa é mais precisa, um detalhe é claro – muitos dos jovens que cresceram na igreja não estão mais entre os seus membros.

Se isso não é suficiente para deixar os pais em pânico, as conclusões de outra pesquisa feita em 2008 pode assustá-los. Acerca dela, Sharon Bagley, em artigo publicado na revista Newsweek e intitulado But I Did Everything Right, mostra que, ao contrário da opinião de muitos experts, a genética pode ter mais influência sobre os filhos do que algumas práticas dos pais. Uma frase do texto é particularmente inquietante: “É importante lembrar que pais têm apenas influência sobre a vida de seus filhos”.

Esforço nulo – A serem verdadeiros os dados dos estudos, diversas coisas deverão ser questionadas, inclusive questões relacionadas à justiça. Afinal, todo o esforço dos pais evangélicos para manter seus filhos nos caminhos do Senhor – como admoestam as Escrituras no texto de Provérbios 22.6 –, a fim de que mais tarde não se desviem deles, pode ser nulo diante de algumas determinações genéticas. A reação imediata de indignação por causa destas pesquisas, contudo, deve ser repensada. Ao invés de confundir a verdade bíblica, esses estudos podem ajudar a Igreja e as famílias a entender algumas questões que têm sido negligenciadas ou distorcidas por décadas.

Não se pode negar que a ideia de que crianças nasçam como uma tábula rasa ainda permanece, de alguma forma, em nossa cultura. John Rosemond, psicólogo cristão de famílias e articulista, afirma que constantemente ouve pais afirmando que se sentem culpados quando algo de errado acontece com seus filhos. “Eles sentem isso porque acreditam na existência de uma psicologia determinista. Isto é, que os pais são capazes de determinar quem seus filhos são”, enfatiza o especialista. Muitos pais e autores cristãos têm absorvido esse determinismo espiritual – na verdade, uma absorção desse determinismo psicológico e sua espiritualização, inclusive com a busca de versículos bíblicos que deem base para tais argumentações. O resultado é uma versão cristã desse mito cultural, algo como “técnicas parentais cristãs produzem filhos tementes a Deus”. Provérbios 22.6 tem sido adotado como uma premissa psicológica e teológica para tal tese, a despeito de haver uma grande corrente hermenêutica que sustenta que os versos daquele livro bíblico não são conselhos divinos, mas máximas proclamadas por homens como o rei Salomão. Ele próprio, que teria escrito tal conselho, falhou na exemplificação dessa suposta verdade, já que, ao longo da vida e na velhice, abandonou os ensinos espirituais de seu pai, Davi.

A despeito de tudo isso, algumas técnicas têm sido desenvolvidas para assegurar que os filhos de cristãos tenham o futuro que seus pais desejam. Ao menos um desses programas – dizendo ter instruções corretas de educação dos filhos nos caminhos do Senhor – vendeu milhões de exemplares. Alguns dos autores mais conservadores estão tão convencidos dos seus métodos e técnicas que chegam a fazer, naturalmente, analogias do treinamento das crianças com objetos, como se o desenvolvimento infantil pudesse ser equiparado com o crescimento de tomates, por exemplo, ou com o adestramento de cães.

Ações X frutos – Embora o peso da responsabilidade trazida por essa teoria possa assustar, ela parece apresentar algumas vantagens. Uma delas é que é muito mais fácil medir o sucesso dos pais na educação de seus filhos. Basta examinar as evidências – a principal delas, o que acontece com os nossos filhos. Um autor chegou ao ponto de escrever: “Se pais fazem algo que parece ser bíblico, mas os frutos colhidos não são bons, eles definitivamente não fizeram o que a Bíblia prescreve”. Podemos estar certos disso, ele afirma, porque a Palavra de Deus nos apresenta tudo o que precisamos fazer para que nossos filhos cresçam tementes a Deus – nesta ótica, caso os princípios sejam corretamente aplicados, nenhum pai ficará desapontado. Muitos cristãos acreditam nesta tese. “Observe e aprenda com pais vencedores”, diz outro escritor cristão. “Pais vencedores são aqueles que têm filhos ‘obedientes’, ‘conhecedores da Palavra de Deus’, ‘respeitosos’ e ‘que vivem sua fé Cristo’, ele escreve. “Devemos seguir o exemplo desses pais, e não o dos fracassados”, sentencia.

Os exemplos bíblicos de campeões espirituais nos movem para uma direção completamente diferente. A galeria de heróis da fé, registrada em Hebreus 11, apresenta uma série de personagens que, através da fé, “venceram reinos, praticaram justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca de leões, apagaram a força do fogo”. Crentes de tamanha fé que, diz a Bíblia, deles o mundo não era digno. Esses gigantes espirituais foram criados em lares que nada de extraordinário tinham, e alguns deles nem foram bons exemplos de pais ou mães. Abraão, por exemplo, teve um filho com a serva de sua mulher, Sara. Isaque e Rebeca tinham, abertamente, suas respectivas predileções entre os irmãos Esaú e Jacó. Rebeca fez com que seu filho mais novo cometesse algo terrível: roubasse a primogenitura de Esaú, o primogênito. Jacó aprendeu muito bem o que sua mãe lhe ensinou, e fez o mesmo com sua família, tendo declaradamente um favorito dentre seus filhos. Moisés, por sua vez, teve a filha mais nova, pagã, de faraó, como sua mãe adotiva. Já Jefté era filho de uma prostituta, e matou sua única filha por causa de um terrível voto.

Muitos outros exemplos das Escrituras confundem nossas expectativas parentais. Jônatas, o melhor amigo de Davi, foi um exemplo de homem justo e leal, ao contrário de seu terrível pai, o rei Saul. Além disso, o menino Josias, apontado como alguém que serviu ao Senhor “com todo o seu coração, toda sua alma e toda sua força”, conforme II Reis 23.25, tornou-se um rei justo no lugar de seu pai Amon, descrito no mesmo livro como alguém que “fez o que era mau aos olhos do Senhor”. Pelos padrões atuais, muitas dessas famílias seriam consideradas fracassadas, já que nutriam em seu meio práticas pecaminosas como poligamia, prostituição, inveja, ódio, predileção.

Determinismo espiritual – Precisamos confessar, logo, que há uma grande falha em nosso entendimento sobre a relação entre pais e filhos. Temos nos colocado numa posição que está além da que ocupamos, além de termos posto Deus em uma posição aquém à sua. Consequentemente, passamos a achar que temos mais controle sobre as situações do que, na realidade, possuímos. Inclusive, faz parte de nossa herança, como afirmou o psicólogo Harriet Lerner ,achar que podemos resolver todos os problemas, inclusive aqueles que estão além de nossas possibilidades. A raiz de boa parte de nosso sofrimento como pais deve-se ao fato de crermos que temos controle total sobre nossos filhos, quando na verdade não temos nem mesmo o controle sobre nossas próprias vidas.

A atitude de julgarmos a nós mesmos pelos nossos filhos, e a nossos filhos por nós mesmos, tem uma série de implicações. Ela revela uma visão distorcida de formação espiritual. Sempre partimos do pressuposto de que filhos de cristãos, quer eles tenham professado sua fé em Cristo ou não, darão as mesmas demonstrações de maturidade espiritual que esperamos ver nos outros: amor, alegria, paz, paciência, bondade – para apresentar apenas uma lista inicial. Só que, quando abraçamos esse determinismo espiritual, a partir de categorias humanas de formação espiritual, acabamos por falhar em nossos julgamentos alheios. A pergunta que fazemos a nós mesmos precisa ser reformulada. Precisamos parar de perguntar se somos pais bem sucedidos, e começar a perguntar se somos pais fiéis. Fidelidade, acima de qualquer coisa, é o que Deus requer de nós. Parece, então, que temos feito as perguntas erradas como pais. Estamos tão preocupados conosco – com nosso sucesso, nossos interesses – que encaramos a tarefa de educação dos filhos como uma prova. O resultado, a partir desse sistema, tem mostrado que temos falhado, já que muitos dos nossos filhos abandonam a igreja depois que saem da nossa casa. Agora, vem a genética dizer que essa tarefa é mais rígida do que imaginamos.

Parece ser impossível sermos aprovados, como pais, nesse teste. Preocupados com isso, sempre encontraremos pais e filhos mais felizes, obedientes e crentes do que nós. E pais com maiores porcentagens de formação dos tais “campeões espirituais”. Se nos colocarmos em uma escala, vamos perceber que somos ainda mais falhos. Foi por essa razão que um Salvador nos foi apresentado e oferecido pela graça, mediante a fé – “E isso não vem de nós, mas de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9). Se até mesmo nossa habilidade de confiar em Deus vem dele, porque achamos que podemos fazer qualquer outra coisa com base em nós mesmos? É preciso, antes, prostrarmo-nos diante do trono de Deus e clamarmos por sua ajuda para sermos bons pais.

Precisamos também repensar nosso chamado. Fomos convocados para apresentar aos nossos filhos o caminho da verdade “assentados em nossa casa, andando pelo caminho, deitando ou levantando” (Deuteronômio 6.7). Somos ainda conclamados a não suscitarmos nossos filhos à ira, mas a os criarmos “na doutrina e admoestação do Senhor”, conforme Efésios 6.4. É fundamental, contudo, conhecer os próprios limites. Não seremos capazes de formar perfeitos seguidores de Cristo, assim como nós não somos perfeitos. Nosso trabalho não pode garantir nem comprar a salvação de ninguém. Pais com filhos desviados, amigos com filhos nas prisões, pesquisas genéticas e os heróis da fé nos fazem lembrar da mesma coisa: a de que, mesmo crentes em Jesus, somos pais imperfeitos, nossos filhos farão suas próprias escolhas e Deus conduzirá todas as coisas de forma majestosa para o avanço do seu Reino.

Begley conclui com a seguinte frase: “É importante lembrar que pais têm apenas influência sobre a vida de seus filhos”. As Escrituras nos ensinam essa verdade – a de que só Deus é soberano sobre suas vidas. Crianças não são laranjas a serem plantadas e colhidas, animais a serem treinados ou números a serem equacionados. São seres humanos, feitos de forma majestosa. A educação de filhos, como qualquer outra tarefa debaixo do sol, exige amor, esforço, risco, perseverança e, acima de tudo, fé. Trata-se de fé, e não de uma fórmula; de graça, e não convicções próprias; de dedicação, e não sucesso. São essas coisas que farão com que nossos esforços, debaixo da graça de Deus, levem nossos filhos a crescer de forma saudável.

Por Leslie Leyland Fiela

Fonte: Cristianismo Hoje

Semana Nacional do Meio Ambiente 2011

31 de maio de 2011
Comitê Paz no Éden - Valorizando a Vida

Na semana do meio ambiente, em junho de 2011, Comitê realizou uma pequena palestra sobre a ecologia com o nosso convidado, Professor Robledo onde foram distribuídos mudas de árvores frutíferas para nossa comunidade. Ali falammos e ensinamos a importância de se preservar a natureza por um planeta mais saudável.


"O homem do porvir depende de nós; ele será o que o fizermos ser, e nós o faremos ser aquilo que somos." Jean Biès


Clique na imagem para ampliá-la







Primeiro encontro do Comitê Paz no Éden

22 de maio de 2011
Trabalho realizado em 2010 em nossa Sede provisória, onde tivemos um dia abençoado com os membros da equipe e nossas crianças vizinhas, com uma palestra sobre a importância da leitura e mensagem de Deus para todos os presentes.


Clique na imagem para ampliá-la

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxn7X6TYCJqP4HZj8kgZib6wxXSs_HCaHuaGABcRI28neg9P9xgqx0k7jM52kiM-kYidvkrHdbDb8FxLzmNL1H_ghIrErVSETcQJCp2l2XXEE3edfXGwFP6G6UWgZagugih-gtpCB43G9J/s320/IMG_001.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiI14SZEbSqkiHFhUlok3_aIeMOkG84t_GMPA1e0DsUf7VJ3gZfEgAQlCyXi-EURnWM4w3E477ioqNe-mm5LNTeenUmHnRmbLkEZuOh6wBqZ3EabbVtJA0MlGgE0v19YlovLe1mj731MG4W/s320/IMG_002.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxdteo6VQWczIh2YA5mPzIIU5Z6Hq0zwMX7IQnbygz_DdAAf3IIPa1DsTYQbAZvhrbqb4cz4kVa3rRVlWlp4hNMvt0b1EcuDrN9mZf1sWsY18pJMUajhy35Zp_CsjPIXOxfW4v3OGOxxyV/s320/IMG_003.JPG
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiABowFCmOV8HoJgiZSNJh5-U74W5ipBtEMf-VP916B0GB-p7a1sc_4CBJoL4W_4i94mYM-Jz2giV6wViwAbBRHILGg2Put-VgX-gS1knuO93AFDw6MkKXu55Ra1TKiPhggjLxXN9Uel9hk/s320/IMG_004.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpJhEEsAgRpk_TBTfUahsG0dGe1nljkwgqtlEDA0nbJlNWDmbNQNQ_Lu3a9tZ-bjB5BruvK0k3Sg1ex1jo7qjqa3S4HYNhI-cGoVDbsSy9WcpX6N34TN26VXWfRJuMRQwDyMyByqleAGtH/s320/IMG_005.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizIVzF0ya8sJH4Bs1KIMCkRGYmLLJp2KDlBn4c6WtABeT5cW33QgUzH-AhcvsRrpDwlOHwkWOOw0_NXbEbR6SNGWe9MblU3XqmnZk5gPD_1mkNWKmXtF9nWYhwUEbr5-zv5FGncb2Djbud/s320/IMG_006.JPG
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGOCpcHQZ3XqZJlbn7nXYlGc7zdRx5iFxBNnHLItz-DCZvOkCFHeCJG3JLGIFvqEOur3nSBtU7QAUKw44IjgqhtB7ndxmAJhcqrU05ywdqE7X8xNa-lLAEmLSoESScEFMBkCunW8oQqFm7/s320/IMG_007.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguwgREZiMmwHX8AwVTiQ5hTHC1R-gOgwfFd6BMsUOngv0WyyE91gw_Y-PvaVeiUsCNCJbEIUtgreh32fQrjmz0T336e6qC_eWVoILo2s9LkL57X2L6eicdj_Vp9CLfb8tPjDswkb80LTWU/s320/IMG_008.JPG
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKjJPGgdpJzUJRHxWKxUBpbAJsYQ8O7WmEdW-S8UYiJuaYt88X7q0fz1DVuKYSZ45whf3LQcSnhJFuCkKBBM3qq8PqvSiJks3t0KI_RtAukuW7F5PrUO20ThRzDdk2_AlVrNLXqmcX942r/s320/IMG_009.JPG
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhK9TJyE5tqrUP0qxKlYoz_JK711SQISc4TNvCRvbzNCtgZBmjiFu6wx39ZgCFiwSrp66pfOOv9pn8-x-oP_wd3_RZHsjPKIKa6i3NpRgmNJ-L5EF1fXRjLX0KmxEepcGYmgTGmSbAxRo-M/s320/IMG_0010.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjxT2HQN7rg0akG3PtIENtBv1-pKE8LxGnemPJN5xcsJLGVBa69UXkqA4IzwZqPMzLDMNrqzmJrZJUFA1eYC5FEkke83Qn2R6M99J9aBpRaL_u3xW0gjF-avqWPl5HJFGjMeTnoupeurllV/s1600/IMG_0011.JPG
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhw8MAAt_j5hdYXQZ7KfNWEFz6V4EXabgF7AInWXLiDWTLI9Saz-h_dXsshAmmiO92izs2TwfaIYOHF6YZvbsor4n8BnktLGdnuwgqLx6Q3JLZ15qsKpZj6Q99gqnhuzTjQjcBdKI_T80_z/s320/IMG_0012.JPG
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6sgSTl8OcOXur0tiEJN-9eCrK7oEJeqItZZfMLhKFN7FvzmeJHOEb5JcC_7zIjedW6c_-yalxj4BaisWroZYeHuaY_Ls8dscRgRzVvZplgDXggGgOGAZM__UfiuFwudOwxhcVdeWkHFPO/s1600/IMG_0013.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipz-nHmBiIEvhjL84HJrpAmUnErgjPL5I5owvjS9-7-etqWQgl0abXNbok1dLwSLM78gd8kiJ6zz5WhqpZ8kVQ1NC4mgMO083maTsc4E_cwFR5BwJ6_5a0FtdpVXIxPe3PyXRPpDutibVt/s1600/IMG_0014.JPG

O importante papel da leitura por uma sociedade mais consciente

7 de maio de 2011
As consequências da falta de conhecimento

Nos últimos tempos, a falta do quê fazer da nossa juventude tem sido uma das coisas que incomoda. É lamentável ver que a moçada tem apenas botecos para frequentar nas cidades, sem contar que, muitos acabam no mundo das drogas. Essa preocupação vem ao encontro de uma defesa que devemos fazer de políticas de promoção da leitura. Você deve-se perguntar: mas será que um jovem gosta de ler, que trocaria uma farra por um livro? Hoje, certeza que não. Pelo menos, a maioria deles escolheriam as noitadas. Mas uma política pública que inclua no cardápio de uma biblioteca, atividades de lazer e cultura, música, entretenimento, certamente, atrairá a atenção daqueles que, por falta de conhecimento, acabam se entregando ao alcoólico social – que pode se agravar e todo mundo já sabe onde vai dar.

A falta de leitura traz conseqüências sérias. Uma delas é a perda de visão do mundo. Quanto mais se limita a leitura, menor é a visão do mundo. A pessoa não consegue fazer a relação entre as coisas. É muito menor a possibilidade de pensar por si mesma.

A falta de leitura também impede o desenvolvimento lógico e social do indivíduo trazendo conseqüências futuras e a falta de senso critico.
Como criar uma mentalidade preparada e internacional no cidadão?

É extremamente importante que o cidadão desde a sua infância adquira a prática da leitura para que tenha uma mentalidade globalizada, capaz de acompanhar as mudanças do mundo, fazendo uso de seu senso critico.
No mundo de hoje é necessário que o cidadão se conscientize do importante papel da leitura em sua vivência e que através dela se torne um ser mais consciente, participativo e crítico na sociedade em que vive.

Os municípios devem criar bibliotecas públicas que funcionem como centros culturais e pontos de encontro da comunidade. Em vez de álcool, sirvam-se viagens pelos livros e pelas diversas manifestações da cultura, além da literatura. E que funcionem todos os dias da semana e do ano, à noite também. Basta querer e colocar na pauta de prioridade. E isso quer dizer: colocar no Orçamento e no Planejamento.

A biblioteca deve começar a atrair desde o menorzinho 'leitor', antes mesmo que ele aprenda as letras. Ele vai aprender a ler um monte de coisas na vida. Ler oportunidades, criatividade. Ler o mundo que o cerca. A leitura é uma extensão da memória e da imaginação, com ela vislumbra-se a possibilidade de transformar o mundo, de melhorar a vida. Se cultivada desde cedo, certamente será mantida na juventude e na idade adulta. E todos têm a ganhar, em todos os sentidos: quem lê aprende a viver melhor a respeitar o mundo em que vive.


Adaptado por Filadélfia


Textos tirados de:
http://blogceliarenno.blogspot.com
http://pt.oboulo.com/a-leitura-no-mundo-globalizado-60039.html
http://www.parana-online.com.br/editoria/mundo/news/230727/?noticia=HABITO+DA+LEITURA+PRECISA+SER+RESGATADO

O Sábio e Vaquinha

3 de maio de 2011
A Parábola da Vaquinha no Precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira, faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas.

Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente lhe respondeu:

"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo".

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo".

O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Chegando no local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:

“Continuam morando aqui”.

Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:

“Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor entusiasmado lhe respondeu:

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora”.

[Autor Desconhecido]


Todos nós temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para sobreviver e conviver com a “rotina”.

Vamos descobrir qual é a “nossa vaquinha” e quem sabe aproveitar este momento de “crise” para empurrá-la morro abaixo.

A Importância da Leitura

2 de maio de 2011
Segundo estudiosos, existem três objetivos distintos para compreender a importância do hábito de ler:

• Ler por prazer;
• Ler para estudar;
• Ler para se informar.

Através da leitura realizada com prazer, é possível desenvolver a imaginação, embrenhando no mundo da imaginação, desenvolvendo a escuta lenta, enriquecendo o vocabulário, envolvendo linguagens diferenciadas, etc.

A leitura voltada para o estudo é a mais cobrada pelos professores desde o início do ensino fundamental, apesar de muitos não estarem preparados para desenvolver em seus alunos tal hábito.

A leitura dinâmica e descontraída é uma das melhores formas de adquirir informações. O ideal é que se aprenda a ler textos informativos, artigos científicos, livros didáticos, paradidáticos, e etc.


A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.

A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.

Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.

Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,

cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.

A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.

Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:

[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.

Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.

E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.

Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.

Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se.


Maria Carolina
Professora de Língua Portuguesa e Redação do Ensino Médio e Normal

Fonte: http://www.colegiosantamaria.com.br/
 

Comitê Paz no Éden Copyright © 2011-2012 | Powered by Blogger